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Photo History

Well… My own…

During a debate on an internal mailing list on the company where I work, we started discussing the pros and cons of digital against analogic photography. Of course, I couldn’t stand still, so, along the day, I ended up writting a really big e-mail (in Portuguese, sorry folks), with the path I have done, photography wise.

You’ll probably find some rants along the way, so be sure to wear your protection hat.


Quando comecei a brincar com fotografia foi obviamente com digital.
Andava com uma Fujifilm FinePix2400Zoom, que era do meu pai, mas que eu queria usar para mandar fotos às miúdas do IRC. A primeira foto que me puxou para a fotografia, tirada por mim, foi precisamente com esta máquina:

http://fc31.deviantart.com/images/i/2003/47/1/c/speechless.jpg

pode-se ver que na altura fiquei surpreendido, e chamei-lhe speechless.
O EXIF ainda está presente:

Picture
Make: FUJIFILM
Model: FinePix2400Zoom
Shutter Speed: 1/69 second
F Number: F/3.5
Focal Length: 6 mm
ISO Speed: 100
Date Picture Taken: Nov 19, 2003, 2:58:11 PM

Na altura não percebia grande espingarda de aberturas, ou velocidades, ou cenas. Só queria ir enquadrando as fotos, e tentar enganar o fotómetro para obter os efeitos que queria.

Após uns anos nisto, e já depois de ter a Canon 20D, comecei a aperceber-me que nas fotografias digitais lhes faltava algo. E sempre que ia a um meet com mais pessoal digital, fazia-me um bocado impressão a displicência com que disparavam o obturador. Parecia mais um jogo de sorte, do que uma “arte”.

Comecei cada vez mais a sentir-me _sujo_ quando mexia no contraste, ou na saturação, não me parecia correcto, mas as fotos ficavam tão melhores assim. Chamava muito mais a atenção das pessoas, e parecia mais agradável à vista. Detestava isto.

Quando ia passear com a minha namorada da altura, e ela usava a minha 20D, começava-me a irritar cada vez que ouvia o obturador, pois achava que nada daquilo era pensado, e que as pessoas preferiam ver a imagem naquele pequeno ecrã, ou num monitor, do que na vida real, tal como ela é, tal como a vida/Natureza/whatever nos dá.

“I can’t stand it any longer. It’s the smell, if there is such a thing. I feel saturated by it. I can taste your stink. And every time I do I feel I have somehow been infected by it. It’s repulsive, isn’t it? I must get out of here.”

Os sensores a desactualizarem, as lentes enormes, as máquinas enormes, a dificuldade em fazer fotografia decente de rua, sem entrar na vida das pessoas com um tanque apontado a elas, etc.

Foi aí que descobri as rangefinder.

Realmente a fotografia de rua começava a chamar por mim, havia algo naquelas imagens que me parecia de espectacular. Comecei a seguir o rasto, e realmente a fotografia analógica era TEH BOMB. Quando comecei a ver slides de médio formato então, e o pessoal a dizer que agora
finalmente se podia comprar uma médio formato sem se deixar o cú e as calças, comecei à coca de equipamento MF em 2ª mão. Afinal de contas o “sensor” era N vezes maior do que qualquer sensor digital.

Por esta altura, já tinha feito rua, paisagens, usado NDs, polarizadores, macros, longas exposições, retratos, etc. Fotografias de
que me orgulho com digital, mas onde cheguei a um ponto, e achei que já estava saturado. Já tinha esgotado os meus caminhos, e não sentia satisfação no que ia atingindo.

Eis que surgiu uma Mamiya RB67 PRO SD no miau.pt. Médio formato tem uma qualidade brutal, já para não falar das lentes da Mamiya, Zeiss, ou Hasselblad, que dão tareia a qualquer nikon ou canon, or crap like that.

Lá fui ao Porto encontrar-me com o vendedor (foi quando descobri que se lia mami-a, em vez de mamáia). Bastou-me olhar pelo viewfinder da Mamiya para me vender. MF era realmente incrível, em vez de ter que olhar por um ecrã do tamanho de um selo, olhava por um ecrã enorme, e com aquela
lente que dava um efeito 3D, que ainda hoje todos os dias me surpreende, eu tinha que a ter! Não precisava de tirar a foto, e vê-la no PC horas depois para me aperceber de como freakin’ awsome aquilo ai ficar. MF WAS TEH BOMB!

O feedback do miau.pt, diz-me que foi comprada lá por Abril de 2006.

Nos primeiros rolos, mandei-os revelar na FNAC, para ter a certeza que não tinha light leaks, nem tretas do género, e tudo tava bem com o bicho. Comecei a procurar no eBay por rolos mais extravagantes que me dessem a qualidade, e cor que sempre me havia atraído nas fotos que via em MF. E foi aí que surgiram os slides.

Penso que não é presunção dizer, que toda e qualquer pessoa a quem eu mostrei um slide cá da CSW, ficou impressionada. É impossível não se ficar!

O bixo do filme tinha mordido, and it was good!

Portanto, o próximo passo seria começar a substituir o meu equipamento digital por equipamento analógico, mas sem grande investimento inicial. Comecei então por esta altura a ler o fórum rangefinderforum.com, já que o conceito de ter uma máquina pequenina, não intrusiva, com lentes brutais, mas com preços bastante mais apetecíveis, pareceu-me um perfect match para o tipo de fotografia que eu queria fazer na altura. Documentário, fotografia de rua, candids.

Comecei por ver que haviam um par de máquinas/modelos que eram bastante baratas, e tinha lentes muito boas (Yashica GT*/GS*, Canonet, Zorki, Fed, etc…), e claro, comecei a andar à volta do eBay, com pesquisas na Europa, destas máquinas.

E assim foi, no dia 13/04/2006 surgiu um negócio que me parecia muito bom, uma Yashica GTN, que é preta (stealth!), pequenina, tal como todas as rangefinder, com uma lente muito boa (45mm f1.7), e contactos em ouro. Ganhei este leilão por £32.01 + portes.

Bastou pôr um rolo a preto&branco, com um iso de 400, e tirar uma fotografia em close focus a 1.7, para perceber que realmente eu não estava enganado.

Nisto apercebi-me, que além da criatividade que eu ganhei, por me obrigar a pensar mais nas fotos, e por ter a possibilidade de andar muito mais escondidinho quando tirava fotos a pessoas (as rangefinders não têm espelho, como as SLR/DSLR, são muito silenciosas), poderia ainda ser ampliada (no pun intended), se pudesse também revelar eu próprio os meus rolos! Há tantas combinações possíveis, it’s not even funny!

Rolo, fixador, _limpador_ (ahah), revelador, tempos, temperatura, WOW. Tantas variáveis que eu ia controlar (ou não), e que iam influenciar o meu resultado final, que iriam fazer de cada fotografia minha, como uma impressão digital. única. como eu, como tu, como nós.

Cada vez que revelo um rolo é B R U T A L. Ah e tal, demora tempo, e é preciso não sei quê e coiso. NÃO.

Em meia hora revelam um rolo, e só precisam de água, fixador (a fnac vende), revelador (a fnac vende), um tanque (a fnac vende), uma espiral (a fnac vende) e um tira caricas. Ahhh e um armário onde possam entrar para estar às escuras como eu ahahah (também há “changing bangs” para a malta com falta de espaço).

Agora imaginem o que é, abrirem o tanque, no fim de tudo, e terem lá as fotografias que tiraram, influenciadas por 500 mil parâmetros. Mas está lá. Para sempre impressa.

Nisto entretanto, a minha namorada da altura, tinha-me oferecido um Epson V700. Um scanner que me permitia fazer digitalizações, tanto de 120mm, como de 135mm, slides, negativos, whatever, como uma resolução ÓPTICA de 6400 DPI a 48bits para côr, e 16 bits em p&b. Digital? Screw that. Ah, e tal, precisamos de um billboard. Sure… De que negativo? Deste? Deixa-me só passar no scanner, e já te dou um TIFF com 1Gb+ de tamanho. Enough information in there for you sir?

Claro que a certo ponto, eu queria algo mais do que a Yashica, queria uma máquina que fosse mais fácil de focar, e me desse para trocar as lentes. O patch do RF na Yashica já estava um cadito sumido.

Todo o fotógrafo já, ou pelo menos fotógrafo de rua, já olhou para uma Leica duas vezes e sentiu-se tentado a comprar uma. Não é por acaso.

Eu não fui excepção, e depois de descobrir as diferenças entre a M6, M6 TTL, M7, o que era a LHSA, quais os problemas, price range, etc… Lá me decidi a andar à procura de uma M6TTL, já que uma M7 tinha um preço proibitivo (nova, ou usada).

Don’t get me wrong, uma M6TTL em bom estado, é capaz de andar pelos 1000€, só o corpo, e na altura também andei a ver alternativas, do género Bessa R2/3/4 M/A, que são BASTANTE mais baratas do que as Leicas, mas com a mesma funcionalidade, ou até mais, onde têm o modo A, algo que AFAIK, só a M7 tem.

Mas eis, quando se não, no meio do meu modo stalker me surge uma Zeiss Ikon ZM a um preço bastante apetecível num site alemão de fotografia. Nem foi pensar duas vezes!

Além de ser uma marca de renome, tinha vários mecanismos que me agradavam imenso, como por exemplo a protecção para light leaks, ou a forma fácil de se mudar a compensação dos EVs, e além de custar uma fracção do preço de uma Leica M7, é, a meu ver, ainda melhor, já que a forma de carregar o filme não é pela base (algo característico das leicas), e o viewfinder é E-N-O-R-M-E. The biggest of its kind. Só isso vendeu-me a máquina.

screw Leica and its elitists bastards! 🙂

E assim chegamos ao meu line-up actual,

Canon 20D (oddly enough, a reparar, due to faulty electronics)
Mamiya RB 67 Pro-SD
Yashica GTN
Carl Zeiss Ikon ZM

The way I see them:

Canon 20D: sports, point and shoot photography and tele/macro work
Mamiya: portraits, landscapes
Yashica/Zeiss: street, candid, reportagem, all else.

posted by André Lemos in Me,Photography,Work and have No Comments

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